Sanatório das Coinscidências Exageradas
um enciclopédia de fatos excluídos


Quinta-feira, Abril 10, 2008  

Ocupação da Reitoria da UnB

posted by ARI ALMEIDA | 4:35 PM


Sexta-feira, Dezembro 24, 2004  

Bem, vou postar aqui a cópia do e-mail que enviei a um amigo Discordiano, na época o único que achei que acreditaria nessa história. Trata-se de um final diferente pro ataque da noite de Páscoa. Na época, achei prudente não tornar pública esta versão, agora no entanto, resolvi apertar o foda-se a mandar ver.

Por favor, isso é sério e me marcou muito. Podem rir à vontade, mas enfim, vamos ao texto propriamente dito:

Reverendo,

Talvez vc, como fá de Robert Anton Wilson e leitor assíduo do Franco Atiradora possa acreditar na minha história e não fazer chacota. Trata-se do ocorrido no último ataque. Se vc não leu o ataque leia antes de prosseguir nesse e-mail. Agora vc vai entender o motivo da demora em digitar aquele relato, não sabia se contava tudo como se passou na minha cabeça ou só as coisas...cartesianas, digamos assim. Pois então, vou te contar agora aqui e depois vc me diz se convém contar isso num post ou não.

- Mas que diabos! Conta logo Ari e para de enrolar! Mas que caralho!!

Pois então, no momento em que meus olhos se encontraram com os olhos do minino te juro que tive a impressão, quase certeza, de que ele era idêntica a mim quando criança. Ele era igualzinho ao menino que sempre vi nas fotos. Claro que o quarto estava escuro e eu nunca vou poder afirmar com certeza, mas a impressão era fortíssima.

Quando ele me abraçou eu reparei no quarto e só aí que começei a chorar. O quarto era muito semelhante ao que eu vivi em minha infância na casa de pais adotivos. Mas era muito semelhante mesmo! Até o cheiro.

A voz do menino me era terrivelmente familiar, tudo, tudo, tudo.

Eu simplesmente não sabia o que pensar e não estava pensando. Estava com o pensamento suspenso. Sei que isso é algo que os budistas buscam e atingi isso através do susto e desse turbilhão de sensações.

Não sei que conclusão tiro disso. Já se passou um tempo e ainda não sei explicar. Não sei se foi uma alucinação causada pelo susto ou se realmente abri uma janela no tempo.

Tem mais um detalhe, quando criança, nesse mesmo quarto que pensei rever, fiquei de plantão a noite inteira esperando pelo coelho e ele não apareceu. Será que desencadeei uma sincronicidade absurda que, aliado ao susto e minha paralisisa cerbral abriu uma janela no tempo.

Enfim, será que aquela porra mesmo aconteceu?? Será que o menino estava lá?

Reverendo, por favor, o que aconteceu comigo naquela maldita noite de pascoa?

Espero que me leve a sério, isso está me preocupando.

No aguardo de sua resposta
Ari

posted by ARI ALMEIDA | 10:50 AM


Quarta-feira, Outubro 13, 2004  

Enquanto isso, nos divertimos com Terrorismo Poético, ou mesmo sem acento: Terrorismo Poetico

posted by ARI ALMEIDA | 9:14 AM


Quinta-feira, Janeiro 15, 2004  

Chorando, Grimble Grumble tentou tocar a borborela
que amarela voou da janela
pra lagoa que reflete estrelas
que até da tristeza de Grimble Grumble
dependem pra existir


Frio e úmido descobriu-se envolvido pelas teias do tédio. Foi então que criou um maravilhoso joguinho colorido no qual as verdades passam ser cordades, pois são verdades, vermelhades e amarelades. Classificou os ruídos que restaram na janela. Conclamou certas coisas a serem sagradas. Procurou amigos entre Estrelampos e inimigos discretos como os Neuraskátaros. Causam irritações nasais, mas não são visíveis. Sonhou com inimigos invisíveis.
¾ Eu quero um abraço!
¾ Mas é claro que vamos te abraçar. Queremos apenas que wwwocê espere mais um pouco.
Essa espera o manteve aquecido até por aquele Papélogo Portodos que andava por todos os lugares e todos os universos. De tanto andar e experimentar tantas realidades azuis, foi inevitável, se apaixonou por uma Metralhazana canibal. De todas as paixões que viveu esta foi a mais fatal. Ele obcecado por ela que resumia-se a sua frieza sem fim.
Em sua paixão antropofágica ela devorou o braço esquerdo com mostarda e a perna direita com catchup do Papélogo apaixonado. Certo dia ela sorriu para ele, deu um beijo e falou que adoraria comer suas orelhas ao molho branco.
¾ Que serei eu sem orelhas ?
¾ Serás um ser amado, retrucava ela.
Chegou um dormingo e as orelhas dele se foram. Sentiu muita falta delas, não pode mais ouvir U2 Until The Endo Of The World no Plugmen Chutado da Warner.
¾ Estás feliz ? Perguntava ela toda vez que o Papélogo perdia parte de seu corpo.
¿Como posso responder à altura, se fizestes bife de minha língua?¿ Escrevi num papel.
¾ Aproveite e escreva, seus dedos darão um ótimo ensopado!
E a cada dia ele desaparecia em seus encantos. Ele a amava acima de tudo neste Cosmo
Louco. Tinha consigo a certeza que viveria dentro dela quando tudo tivesse consumado. Ele sabia que o ato de devorar aos poucos, mantendo-o vivo, significava um ato de extrema compaixão. Ela o amaria acima de seus instintos carniceiros, muito embora nunca confessasse isso abertamente. Ela sempre foi dona de frases secas e ¿nãos¿ curtos e marcantes.
Na sequencia de sua trajédia pessoal foram-se a perna esquerda e três palmos de pele das costas (malditas panquecas com queijo de Alegrim). Um dia, quando já estava incapacitado de fazer quase tudo, a Metralhazana canibal chegou em casa com um enorme pacote de Fritolgue do McDonalds e uma cara amarrada.
¿O que é isso meu amor?¿ ele escreveu num papel
¾ Sinto muito queridinho Papélogo Desencantado, muito mesmo, mas encontrei uma nova paixão. Algo como fogo.
¿Não me amas nem um pouquinho?¿
¾ Nem um pouquinho, como nem um pouquinho nunca te amei.
Ele apenas baixou a cabeça e apenas baixou a cabeça e olhou para o resto de si. Não precisaria mais olhar para a Metralhazana. Ela não estaria mais lá.
Ela não mora mais aqui.
Um Satélite Para Os Seus Sonhos mas ela não mora mais aqui.
Um Canal Digital Para Seus Sentimentos mas ela não mora mais aqui.
¿E eu por aqui e por todo lugar digo que na vermelhade desde que nasci sofro de vertigem. Quando pequeno jamais pulei de Luas e nunca montei um cometa. Com o passar das lilazluzes percebi que meu mal se agravava. Pecebi que trilhava uma enorme derrocada. Só não tinha idéia de quando ela chegaria ao fim.
¿Foi assim por toda a minha vida. Só que nos últimos lilazluzes, o terror que sentia de altura se intensificou mais do que nunca. Culminou no dia em que não suportei mais ficar de pé. Passei a andar em uma cadeira de rodas. Uma noite eu estava deitado na cama, na penumbra, fumando um cigarro de asteróides de vidro e aconteceu o terrível. Olhei para o chão e um gelo apossou-se de meu coração, acredito que nesta noite passei para o outro lado, para além do ponto do qual não se pode mais retornar.
¿Selei minha loucura e amputei minhas pernas.
Cachosfasmas raivosos e espumantes devoram virgens pelas Velhas & Eternas Madrugadas Siderais.
¿Eu amputei minhas pernas.¿

posted by ARI ALMEIDA | 5:03 PM
 

Chorando, Grimble Grumble tentou tocar a borborela
que amarela voou da janela
pra lagoa que reflete estrelas
que até da tristeza de Grimble Grumble
dependem pra existir


Frio e úmido descobriu-se envolvido pelas teias do tédio. Foi então que criou um maravilhoso joguinho colorido no qual as verdades passam ser cordades, pois são verdades, vermelhades e amarelades. Classificou os ruídos que restaram na janela. Conclamou certas coisas a serem sagradas. Procurou amigos entre Estrelampos e inimigos discretos como os Neuraskátaros. Causam irritações nasais, mas não são visíveis. Sonhou com inimigos invisíveis.
¾ Eu quero um abraço!
¾ Mas é claro que vamos te abraçar. Queremos apenas que wwwocê espere mais um pouco.
Essa espera o manteve aquecido até por aquele Papélogo Portodos que andava por todos os lugares e todos os universos. De tanto andar e experimentar tantas realidades azuis, foi inevitável, se apaixonou por uma Metralhazana canibal. De todas as paixões que viveu esta foi a mais fatal. Ele obcecado por ela que resumia-se a sua frieza sem fim.
Em sua paixão antropofágica ela devorou o braço esquerdo com mostarda e a perna direita com catchup do Papélogo apaixonado. Certo dia ela sorriu para ele, deu um beijo e falou que adoraria comer suas orelhas ao molho branco.
¾ Que serei eu sem orelhas ?
¾ Serás um ser amado, retrucava ela.
Chegou um dormingo e as orelhas dele se foram. Sentiu muita falta delas, não pode mais ouvir U2 Until The Endo Of The World no Plugmen Chutado da Warner.
¾ Estás feliz ? Perguntava ela toda vez que o Papélogo perdia parte de seu corpo.
¿Como posso responder à altura, se fizestes bife de minha língua?¿ Escrevi num papel.
¾ Aproveite e escreva, seus dedos darão um ótimo ensopado!
E a cada dia ele desaparecia em seus encantos. Ele a amava acima de tudo neste Cosmo
Louco. Tinha consigo a certeza que viveria dentro dela quando tudo tivesse consumado. Ele sabia que o ato de devorar aos poucos, mantendo-o vivo, significava um ato de extrema compaixão. Ela o amaria acima de seus instintos carniceiros, muito embora nunca confessasse isso abertamente. Ela sempre foi dona de frases secas e ¿nãos¿ curtos e marcantes.
Na sequencia de sua trajédia pessoal foram-se a perna esquerda e três palmos de pele das costas (malditas panquecas com queijo de Alegrim). Um dia, quando já estava incapacitado de fazer quase tudo, a Metralhazana canibal chegou em casa com um enorme pacote de Fritolgue do McDonalds e uma cara amarrada.
¿O que é isso meu amor?¿ ele escreveu num papel
¾ Sinto muito queridinho Papélogo Desencantado, muito mesmo, mas encontrei uma nova paixão. Algo como fogo.
¿Não me amas nem um pouquinho?¿
¾ Nem um pouquinho, como nem um pouquinho nunca te amei.
Ele apenas baixou a cabeça e apenas baixou a cabeça e olhou para o resto de si. Não precisaria mais olhar para a Metralhazana. Ela não estaria mais lá.
Ela não mora mais aqui.
Um Satélite Para Os Seus Sonhos mas ela não mora mais aqui.
Um Canal Digital Para Seus Sentimentos mas ela não mora mais aqui.
¿E eu por aqui e por todo lugar digo que na vermelhade desde que nasci sofro de vertigem. Quando pequeno jamais pulei de Luas e nunca montei um cometa. Com o passar das lilazluzes percebi que meu mal se agravava. Pecebi que trilhava uma enorme derrocada. Só não tinha idéia de quando ela chegaria ao fim.
¿Foi assim por toda a minha vida. Só que nos últimos lilazluzes, o terror que sentia de altura se intensificou mais do que nunca. Culminou no dia em que não suportei mais ficar de pé. Passei a andar em uma cadeira de rodas. Uma noite eu estava deitado na cama, na penumbra, fumando um cigarro de asteróides de vidro e aconteceu o terrível. Olhei para o chão e um gelo apossou-se de meu coração, acredito que nesta noite passei para o outro lado, para além do ponto do qual não se pode mais retornar.
¿Selei minha loucura e amputei minhas pernas.
Cachosfasmas raivosos e espumantes devoram virgens pelas Velhas & Eternas Madrugadas Siderais.
¿Eu amputei minhas pernas.¿

posted by ARI ALMEIDA | 5:02 PM
 

Chorando, Grimble Grumble tentou tocar a borborela
que amarela voou da janela
pra lagoa que reflete estrelas
que até da tristeza de Grimble Grumble
dependem pra existir


Frio e úmido descobriu-se envolvido pelas teias do tédio. Foi então que criou um maravilhoso joguinho colorido no qual as verdades passam ser cordades, pois são verdades, vermelhades e amarelades. Classificou os ruídos que restaram na janela. Conclamou certas coisas a serem sagradas. Procurou amigos entre Estrelampos e inimigos discretos como os Neuraskátaros. Causam irritações nasais, mas não são visíveis. Sonhou com inimigos invisíveis.
¾ Eu quero um abraço!
¾ Mas é claro que vamos te abraçar. Queremos apenas que wwwocê espere mais um pouco.
Essa espera o manteve aquecido até por aquele Papélogo Portodos que andava por todos os lugares e todos os universos. De tanto andar e experimentar tantas realidades azuis, foi inevitável, se apaixonou por uma Metralhazana canibal. De todas as paixões que viveu esta foi a mais fatal. Ele obcecado por ela que resumia-se a sua frieza sem fim.
Em sua paixão antropofágica ela devorou o braço esquerdo com mostarda e a perna direita com catchup do Papélogo apaixonado. Certo dia ela sorriu para ele, deu um beijo e falou que adoraria comer suas orelhas ao molho branco.
¾ Que serei eu sem orelhas ?
¾ Serás um ser amado, retrucava ela.
Chegou um dormingo e as orelhas dele se foram. Sentiu muita falta delas, não pode mais ouvir U2 Until The Endo Of The World no Plugmen Chutado da Warner.
¾ Estás feliz ? Perguntava ela toda vez que o Papélogo perdia parte de seu corpo.
¿Como posso responder à altura, se fizestes bife de minha língua?¿ Escrevi num papel.
¾ Aproveite e escreva, seus dedos darão um ótimo ensopado!
E a cada dia ele desaparecia em seus encantos. Ele a amava acima de tudo neste Cosmo
Louco. Tinha consigo a certeza que viveria dentro dela quando tudo tivesse consumado. Ele sabia que o ato de devorar aos poucos, mantendo-o vivo, significava um ato de extrema compaixão. Ela o amaria acima de seus instintos carniceiros, muito embora nunca confessasse isso abertamente. Ela sempre foi dona de frases secas e ¿nãos¿ curtos e marcantes.
Na sequencia de sua trajédia pessoal foram-se a perna esquerda e três palmos de pele das costas (malditas panquecas com queijo de Alegrim). Um dia, quando já estava incapacitado de fazer quase tudo, a Metralhazana canibal chegou em casa com um enorme pacote de Fritolgue do McDonalds e uma cara amarrada.
¿O que é isso meu amor?¿ ele escreveu num papel
¾ Sinto muito queridinho Papélogo Desencantado, muito mesmo, mas encontrei uma nova paixão. Algo como fogo.
¿Não me amas nem um pouquinho?¿
¾ Nem um pouquinho, como nem um pouquinho nunca te amei.
Ele apenas baixou a cabeça e apenas baixou a cabeça e olhou para o resto de si. Não precisaria mais olhar para a Metralhazana. Ela não estaria mais lá.
Ela não mora mais aqui.
Um Satélite Para Os Seus Sonhos mas ela não mora mais aqui.
Um Canal Digital Para Seus Sentimentos mas ela não mora mais aqui.
¿E eu por aqui e por todo lugar digo que na vermelhade desde que nasci sofro de vertigem. Quando pequeno jamais pulei de Luas e nunca montei um cometa. Com o passar das lilazluzes percebi que meu mal se agravava. Pecebi que trilhava uma enorme derrocada. Só não tinha idéia de quando ela chegaria ao fim.
¿Foi assim por toda a minha vida. Só que nos últimos lilazluzes, o terror que sentia de altura se intensificou mais do que nunca. Culminou no dia em que não suportei mais ficar de pé. Passei a andar em uma cadeira de rodas. Uma noite eu estava deitado na cama, na penumbra, fumando um cigarro de asteróides de vidro e aconteceu o terrível. Olhei para o chão e um gelo apossou-se de meu coração, acredito que nesta noite passei para o outro lado, para além do ponto do qual não se pode mais retornar.
¿Selei minha loucura e amputei minhas pernas.
Cachosfasmas raivosos e espumantes devoram virgens pelas Velhas & Eternas Madrugadas Siderais.
¿Eu amputei minhas pernas.¿
Ferozes Jaguatirontes estralhaçalham gargantas de bêbes nas profundezas dos mundos profundos.
(eu vo o Wolverine dançando na chuva e eu vi Sony fabricando fantasmas)
¿Eu amputei minhas pernas, sede então... arrasto-me pelas calçadas feito um imundo e venenosos minhocóide.
¾ Enquanto isso criamos Absurdos aos quais damos forma e vivemos sem compreender, mundos de idéias, sentimentos, temores e angústias que esperemem o amargor de nosso espírito e nos prepara para o holocausto, como oferenda a um Absurdo mais alto ainda, que também sentimos sem compreender.
Quem falou isso na vermelhade foi um Pterosapo. E cabe a cada um de nós e de nossos respectivos narizes descobrir se o Nike que ele está usando em seus pés de Pterosapo são falsos ou não.
Por isso, por todos os fluxos de ondas quânticas que chegam até wwwocê, quem falou isso não Maricléia Plutarco.
Ah, Maricléia... Uma formigartista estilosa e de voz rouca que habitava um planetinha colorido que com suas tintas pintava satisfações em céu de estrelas que só duravam uma noite. Ela era feliz e apenas meditava sobre a luz que lhe iluminava. Formigartistas não sentem o que se costuma chamar de felicidade e quando choram é pela arte.
Foi quando, não se sabe de onde, caiu sobre ela uma gosma fedorenta e verde com flocos vermelhos crocantes.
¾ Oh, céus! O que é isso?
(eu era uma Youngblood?)
Um catarro, saído do pulmão doentio de um Formigomem doentio.
¾ Oh, céus! O que é isso?
(Spawn sempre soube que eu não ia com a cara do Capela)
São ruas onde a solidão e o abandono dão presentes de vez em quando. A formiga se foi pois senão tivesse ido talvez ninguém a notasse. Menos mal. Menos dor.
Eu tenho a garantia
os Esclirimins irão velar por ti.
E o que de mim sai de mentirinha
sejam espelhos de vermelhades. Mas entre amarelades e violades o que contarei aqui é uma azulade. Acreditem no conto de um Espermatossauro pedindo carona para as Plêiades. Sempre se cantou que nas Plêiades existiam e pipocavam as Arquipoulas Conectas. Por todos os verdejantes jardins elas nasciam, cresciam e somavam-se esperando sempre por algo. Sem cor, sem jeito e sem palavras esse algo era uma falta e uma saudade tão intensa que transcendia o triste. Uma falta que com sua arte exalado e seu leve sopro de encanto alimenta a doçura de um Morancelo e a vida inteira de um Musigrim.
Meticulosamente à parte das realidades que iam e vinham o Espermatossauro imaginava uma que lhe desse atenção e que entre infinidades de novidades e coisas estranhas o levasse às Plêiades.
¾ Ei, Estrelampo Estrábico! As Plêiades também são diferentes e os espelhos lá não funcionam.
Temos uns espelhos bem interessantes aqui conosco. Se wwwocê se esconder aqui neste cantinho, fumando asteróides de vidro, chegaremos a wwwocê e então algumas coisas poderão ser legais.
E aqui estamos nós
de novo e agora
com os pés no céu
E pintando espelhos que cada vez mais insistem em revelar novas cores mais pastéis e novas rugas mais infiéis. Mas existem caixas com de joguinhos de brincar com os lilazluzes.
¾ Ei, Estrelampo Estético! Aqui estão todos os materiais e esta Decadente MicrosoftHolomídia lhe dará insruções que com todo o cuidado cuidarás de não segui-las. Os caminhos serão múltiplos e serão errados. E então cruzarás com o wwwocê mesmo que ficou para trás, que tantas coisas quer lhe dizer e tanto quer te ouvir.
O Espermatossauro entrevestiu a fantasia e entrou em uma Portalegria com música quântica e dança do acaso. Muitas criaturas e ele recolhendo dados para o seu novo recenseamento da eternidade. Analizava os tipos e os comportamentos, pricipalmente ele concentrava a reação de cada criatura de acordo com o meio e a situação. Descomplicamos melhor o Espermatossauro na Portalegria. Certas coisas existem sem serem notadas e assim não fazem parte de nossas realidades, até que vem um recenceador de tipos e pergunta quem é, de onde veio e para onde vai. Assim explodem os mundos e nascem as flores.
Foi assim, fazendo perguntas, que o Espermatossauro aventurou-se lugar adentro. Conheceu muitos assuntos exóticos e Verdejantes Pneumáticos bebendo e bebendo. Coisas barulhentas e serpentuosas dançarinas rubras e saborosas.
¾ Olha e sinta como são lindo estes grafismos!
¾ Se wwwocê pudesse imaginar... com certeza eu não te contaria...
¾ Até quem sabe um Esclirimim apareça aqui.
Diferente lógicas podem seduzir, só que a Sereiaounãosereia o Espermatossauro sentiu.
Ele sentiu e então nunca mais poderia continuar a fazer o que quer que estivesse fazendo. Seus cabelos eram longos amarelos. Amar elos. Amar ela. Ela com seus elos de cabelo amado fazia sua dança. Ela não estava sozinha, dezenas de Metralhazanas em seus pés faziam dela um pouco mais do que tudo aquilo que ele tinha imaginado.
Então o Espermatossauro deixou as coisas acontecerem e em todo lugar que a Sereiaounãosereia ia ele ia antes e deixava belo e multicolorido e cheio de encantos de Esclirimins Emocionais. Ele esculpiu montanhas e das piscadelas das estrelas distante enfeitou cartões de cristal, nele inscreveu signos. Com uma autêntica Sereiaounãosereia em mãos ele passou a viver amarelades e vermelhades. Com Sonic Youth no Plugmen Chutado da Warner ele dançava ruas, desertos e espaços negros. Não se perdia em plantações de cevada e visitou até seu amigo Espantalho Verde Preto, que sempre foi mais triste do que ele, pois está parado e sua armas não se movem enquanto Asterocas Negras pousam em seus braços. O Espantalho Verde Preto somente cumpre o seu dever quando um vendo brusco espanta as Asterocas ou Metralhazanas ameaçam do chão.
Foram as Asterocas Siderais que deram o sinal. Sinais são coisas muito perigosas quando uma sereiaounãosereia faz viver vermelhades nas quais as coisas ficam diferentes, então o Espermatossauro aceitou seguir as Asterocas.
Velarei por sua dúvida
seja sólida
ou seja líquida
De repente as rimas deixaram um pouco de existir. Depois deixaram um pouco mais. Então na toca da Asteroca um velho Esmirigrilo trouxe um Grande & Poderoso Livro pesado.
¾ Aqui sim, meu filho, estão escritas as coisas que wwwocê sentiu.
¿Estou por te dizer que o teu sentir te faz eterno, mas existe os olhos, que muito mais do que te trazer realidades, te revelam para os outros como um anuário, esquecido aberto em uma Portalegria. O que o teu sentir te faz de eterno, teus olhos te fazem de vulnerável.¿
O Esmirigrilo fechou o Grande & Poderoso Livro e desapareceu por detrás do eclipse. Saudades e Cidades de Areia. Flores e fruto do mar que existe depois do gelo de uma lua de um Júpiter muito próximo de wwwocê. Saindo da toca da Asteroca o Espermatossauro bebeu uma cerveja na Cydonia, quando fumando asteróides de vidro lembrou da Decadente MicrosoftHolomídia e dos olhos que agora tinha e que não enxergariam a Decadente MicrosoftHolomídia. Enxergava sim as Vimanas frias e banais da Cydonia, suas etrnas e sua eterna busca e o seu pavor da lua decadente. Ele enxergava sim a Sereiaounãosereia que na vermelhade era às avessas. Da cintura pra baixo uma Piristrela Deliciosa e da cintura pra cima uma Pterosapa Quaternária. Os longos amarelos sobreviviam na cabeça de um Monstro Emocional Devorador de Sombras.
As imagens às avessas em um espelho selvagem e visceral. Sentimentos e fantasmas vomitados por olhos agora em lágrimas.
¾ Não siga os caminhos da Decadente MicrosoftHolomídia.
¾ As Asterocas Siderais não são confiáveis.
¾ ...E algumas coisas podem ser legais.
¾ As Plêiades também são diferentes.
A carona pras PlEiades desapareceu.
¾ Tudo bem...
O Espermatossauro teve algumas das partes de seu corpo devoradas pelo Monstro Emocional.
¾ Tudo bem...
Entre realidades que iam e vinha surgia então uma dolorosa azulade de que ele queria um pouco de invisibilidade às atenções. E as coisas que vão embora apenas acompanhá-las ao longe, como estrelas cadentes.
E como é certo que sempre se cantam e contiuarão a cantar que existem e pipocam as Arquipoulas Conectas que esperam constantemente por algo. E mais uma vez e mais infinitas vezes elas vão continuar esperando.
Eu tenho a garantia.
Os esclirimins irão velar por elas.
Tudo passa.
Tudo passará.
Fujindo do vão improviso os Minhocóides Terciários tentam todos imaginar o destino o destino como sendo um Esclirimim Careca & Barrigudo, com uma cigarro de asteróides de vidro entre dois de seus vinte e quatro dedos imaginando a reação dos Papélogos Portodos ao lerem esta crônica diária que els nos impõe. Na vermelhade é uma vã fuga do vão improviso pois eles inventaram os lilasluzes que não passam de sucessivos segundos que, nas coxas, eles tentam atribuir algum sentido. Mas, para eles tudo isso não passa de Bananalidades Caocóticas.
Ele estava sentado em um mickeytório simples e imundo de uma lua simples de um planeta imundo de uma estrela azul sem absolutamente nada a fazer a não ser bater os dentes em seu corpo gelado e esperar pela embarcação de sua galera para o Venusiano Cinturão de Minhocóides. Sentado no vaso sanitário do mickeytório e entre a devaneios tudo o que ele queria era uma Namorada Pterosapa Gorda. Bastante gorda e saliente para aquecer-lhe. Axilas suadas devido a obesidade para que sua mãos bobas, após uma solene visita aos seios, pudesse roubar um pouco de calor. Quem foi que disse que qualquer grão de areia tem suas próprias razões? Em meio ao frio cósmico o Minhocóide Terciário desejava ardentemente uma Pterosapa Gorda.
¾ Imaginem ele sentado no mickeytório gelado pensando bobagem e com frio.
¾ Imaginem agora ele nu no mesmo mickeytório gelado.
De repente o portal gelado se abre e entra, junto com o vento sideral gelado, uma Pterosapa Loira & Sebosa & Pneumática & Enorme e fecha o portal. Vai tirando a roupa com um olhar flamejante. Totalmente nua ela abre suas enormes pernas e senta no colo do Minhocóide ofegante, que a estas alturas está mais para os tórridos desertos da Cydonia do que para os congelados rabos de cometa. Muito cheiro de suor e de cópula vulcânica.
¾ Imaginaram esta cena?
¾ As imagens estavam bem vivas em sua mente?
Pois na mente do Minhocóide estavam. Tão vivas que ao visualizá-las em suas pupilas Macintosh ele masturbou-se como a lilazluz não fazia. A temperatura de seu corpo e ele aqueceu-se. E o vão improviso da vida salvou o Minhocóide de morrer congelado.
Agora ele queria uma Piristrela esbelta, pois a embarcação de sua galera para o Venusiano Cinturão de Minhocóides chegou, com aquecimento central.
Alegres e descompromissadas conversas na embarcação.
Assuntes de seres sem compromisso que vem e vão, mas ainda não são.
¾ Já faz muitos lilazluzes que por aqui não fazemos mais negócios. São coisas de negativas das nuvens. Hoje só fazemos aceitócios, que são coisas de aceitação dos rios de grama.
¾ Este é o mundo onde as Asterocas Voam.
¾ Te acorda infeliz!!!
¾ É melhor wwwocê começar a pensar Formigomem de Aceitócios! É melhor wwwocê começar a pensar... Criaturas estranhas andando por aí, todas elas querem te matar. Elas querem te ver reduzido a poeira cósmica. Humilhado, rastejando esquecido em mundo indiferentes. E agora vais saber porquê.
¾ Senhoras e Senhores que possuem o Sensacional Rubídeo Privilégio de transmutarem nesta
embarcação de nossa galera em direção ao Venusiano Cinturão de Minhocóides. Eis uma criatura que tem vergonha de beijar sua própria mãe!!!!!
Amanhã sairá tudo detalhadinho. Através de todas as Decadente MicrosoftHolomídias. Wwwocê chegou cansado, desentrovestiu sua máscara e enrubeceu ao beijar a própria mãe. Seu próprio filho viu e riu. O sorriso sincero de seu filho será sua ruína!
¾ É melhor wwwocê começar a pensar logo Formigomem de Aceitócios!
Todas as coisas acontecem de uma vez só e por todos os lugares como mães sendo beijadas, pedrinhas caindo da ponte no rio e frios, muitos frios no peito. Inclusive ideais ridículos e vidas de Metralhazanas.
¾ Te acorda infeliz, pois este é o mundo onde as Asterocas voam! Pois tudo que procura impor-se como real ou decisivo, ou como sistema absoluto, governo ou organização, alma e entidade individual, pode conseguir isto somente traçando uma linha ao redor de si próprio contendo as conclusões que tentam explicar sua fulgáz existência, mas excluindo uma série de outras coisas. Os fenômenos biológicos buscam uma adaptação: não há outras ações biológicas que se afastem da adaptação. Por toda a vida procura-se um equilíbrio que garanta a sobrevivência. A ciência busca atingir a verdade e espera dela um equilíbrio que faça de todos os processos o que eles são. O que ocorre é que não existe equilíbrio, existe um equilibrismo.
E foi o equilibrista que viu Godzilla entrar. O indignado Godzilla queria falar com Deus. Queria saber porque seu nome não constava no Grande & Poderoso Livro da Vida. O equilibrista sorriu para ele, pois sabia que o monstro não acharia sua casa do outro lado da galáxia, onde recebia conselhos diariamente de um sábio Esmirigrilo. As respostas de Godzilla estão lá como no pólen de mal-me-quer que diz não para as esperanças de uma donzela que ama Godzilla que não retribuiu o sorriso do equilibrista.
¾ Eu retribuí!! Eu sei que ele não sorriu pra mim, mas é que eu sou um Estrelampo pequeno ainda, sabe? E quando eu ganhei meu primeiro Cachosfasma eu era mais pequeno ainda. Eu queria muito falar com Deus sobre isso, só que talvez o equilibrista possa me ouvir também. A Esperancidade onde morávamos era meio isolada e os Estrelampos grandes não costumavam dar muita bola para aquele lugar. Mas tinha uma Pterosapa muito feia que morava ali e que além de me fazer medo, tinha vinte e sete Metralhazanas que dominavam impune toda a Lembrancidade. Eram todas pretas e na noite penetravam em qualquer fresta de janela e comia ou estragavam tudo que estivesse disponível. Nas madrugas mais esdrúxulas, sem motivo algum, armavam a maior zoeira com grito escrotos por toda a vizinhança. Os Cachosfasmas da rua até tentavam pegá-las, mas as Metralhazanas eram sempre mais espertas e desapareciam por entre as trevas. O Império das Vinte e Sete Metralhazanas era inabalável. Até que surgiu o meu Cachosfasminha: Cusquim Tarantino.
O Cachosfsminha mais violento, carismático e Pop que eu já vi com meus olhinhos de Estrelampo pequeno. Ele não rosnava e não mordia qualquer um como os outros Cachosfasmas ferozes. Ele rosnava e mordia só determinados Estrelampos merecedores que nem Estrelampos eram. Através de Cusquim conheci e fiquei amigo de um Esclirimim que vendia sonhos e doces em uma esquina. E era na esquina que Cusquim aprontava das suas. O Pentegrilhão e as duas criaturas que andavam com ele sempre foram sinônimo de confusão. Mas com Cusquim na área as coisas passaram a ser diferentes. Ele infernizou a vida dos Pentegrilhos que eles foram infernizar em outra frequência. Foram morar em uma outra cor e por essas e outras o Esclirimim sempre guardava um Alegrim para o almoço de meu primeiro Cachosfasminha.
Tudo começou a ficar mais marrom para as Metralhazanas da Pterosapa feia depois que elas descobriram o caminho subterrâneo secreto dos Alegrins de Cusquim Tarantino. E de marrom foi ficando mais vermelho quando entre as Melodias Encantadas das Árvores ao Vento as Metralhazanas encontraram os Alegrins novamente. Foi o pingo de cloreto. A primeira costuma passar, mas com Cusquim um neutrino não bate duas vezes no mesmo lugar.
Aquela vez ele deslembrou os Alegrins, apenas esperou todos os sóis se porem e chegaria o momento em que a Pterosapa suas desprezíveis vinte e sete Metralhazanas. Aquelas trevas foram a glória. Cusquim Tarantino não se limitou a esperar as filhas da puta, ele as procurou, uma a uma. Com sua percepção de Cachosfasma pequeno ele encontrava quem ele queria e sabia cada vibração de cada uma das vinte e sete criaturinhas. Ele fez com elas nós de Vísceras Vermelhas & Azuis e Torres Coloridas de Ossos. Não pense em nada até conhecer o lado mau das Metralhazanas.

(continua...)

posted by ARI ALMEIDA | 5:00 PM


Quinta-feira, Junho 12, 2003  

Charles Fort e os Forteanos



Charles Fort (1874-1932) era um céptico anti-ciência que passou a maior parte da sua vida estudando jornais, revistas e jornais cientificos à procura de qualquer coisa misteriosa que não se encaixasse nas teorias científicas correntes. Foi autor de vários livros que atacaram o "sacerdócio" da ciência. Fort teve muitos poucos amigos, mas um deles, Tiffany Thayer, criou a Sociedade Forteana para promover e encorajar ataques similares à ciência e a cientistas. Os Forteanos estão vivos e publicam uma revista que segue as técnicas do seu herói de ridicularizar e atacar cientistas tanto quanto possivel. Em 1937, quando Fort morreu deixou 30 caixas com notas. Os Forteanos ainda estão a publicá-las.

Apesar de Fort ter uma apaixonada descrença nos cientistas, isso não o impediu de apresentar as suas especulações em cosmologia, por exemplo. As especulações nada teem a ver com a verdade, nem dar qualquer indicação de uma compreensão de investigação e de criar uma teoria. Fort parece ser um dos mais radicais cépticos da ciência que pensam "vale tudo" visto os cientistas cometerem erros e as teorias cientificas serem tentativas sujeitas a modificações, ou mesmo rejeição. Fort tinha muitas teorias e especulações sobre fenómenos naturais. Martin Gardner afirma ser dificil perceber o que fazer com todas as suas teorias. Era Fort um humorista? Era tudo uma grande piada? Era um desiquilibrado, levando-se a sério? Acreditou em alguma coisa do que disse? Gardner conclui que Fort era um Hegeliano louco! Talvez. Mas o que me interessa não é o que Fort era, mas antes o seu cepticismo extremo e vingativo para a ciência. Os Forteanos não são contra a especulação ou investigação de fenómenos naturais, ou seja, não se opoem a trabalhar com a ciência. Parecem opôr-se à ciência como ela é: falivel, humana, tentativas, probabilidades em vez de certezas. Parecem pensar que, visto a ciência não ser infalivel, qualquer teoria é tão boa como outra. É o mesmo tipo de incompreensão da ciência que encontramos nos chamados "cientistas criacionistas" e outros pseudocientistas.

posted by ARI ALMEIDA | 2:14 PM
 

Será que vão chover sapos esta noite?

posted by ARI ALMEIDA | 2:05 PM
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